Salve o Dia

O Pequeno Príncipe

Publicado em Coisas que fazem minha cabeça... por Diego Teixeira em Maio 12, 2008

O Pequeno Pr�ncipeNão é preciso nem dizer que o Pequeno Príncipe não é um livro só para crianças. Há alguns dias, fui comprar uma cópia do livro: procurei por toda sessão infantil, na de literatura estrangeira, francesa, e nada! Desisti de qualquer classificação, procurei por todas as estantes, e nada! O livro estava em uma pilha em cima do balcão. Vai ver lá também não rolou um consenso sobre a melhor classificação…

Se você nunca leu, não se intimide se a primeira vista lhe parecer infantil, ou porque ele tem fama de ser o livro de cabeceira de toda candidata a miss-qualquer-coisa, ou porque algum “intelectual” por ai o despreze. O certo é que o livro é único e fundamental.

Nunca li o livro quando criança. Deparei-me com o livro há alguns anos, no ensino médio para ser mais exato, enquanto tentava aprender francês (ainda não aprendi). Emprestei uma edição bilíngüe da biblioteca. Acabei lendo o texto em português mesmo, três vezes! No momento, sabe-se lá quantas vezes já li. Se toda a minha empolgação não lhe convencer, fica aqui um trecho da nota inicial:

Não é um livro para crianças, porque traz justamente a mensagem da infância, a mensagem da criança. Essa criança que irromperá de repente no deserto do teu coração, a milhas e milhas de qualquer região habitada, – e na qual reconhecerás (ó prodígio!) os teus olhos, o teu riso, a tua alma de há vinte ou trinta anos. A menos que não queiras ver, a face do Pequeno Príncipe, a face de um outro, coroada com espinhos de rosa… Este livro é também um teste. É o verdadeiro desenho número 1. Se não o quiseres compreender, se não te interessares pelo seu drama, aqui fica a sentença do principezinho: – “Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo!”

Versão on-line do livro: Tem uma versão completa em português disponível na internet. :)

Audiobook: No 4shared.com tem o audiobook para download (30 mb). Interpretado por Paulo Autran e com trilha sonora de Tom Jobim.

Números

O Pequeno Príncipe é o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Também é a segunda obra literária mais traduzida no mundo, depois da Bíblia, tendo sido publicado em 160 línguas ou dialetos, incluindo o guaraní, aranês, o amazigh e o xhosa, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul.

No site elpetitprincep.eu existe uma lista alfabética de edições em várias linguas e também um mapa mundial de traduções.

As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: “Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?” Mas perguntam: “Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?” Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: “Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado…” elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: “Vi uma casa de seiscentos contos”. Então elas exclamam: “Que beleza!”

O autor

Saint-ExuperyAntoine-Marie-Roger de Saint-Exupéry, nascido em Lyon, em 1900, de família rica, passou parte da infância em um castelo, foi um dos pioneiros da aviação comercial e serviu o exército francês como piloto de guerra, desaparecendo em vôo secreto de reconhecimento entre a Provence e o sul da Córsega, em 1944. A causa do desaparecimento permaneceu um enigma por muitos anos até os destroços do avião de Saint-Exupéry serem encontrados em 2004.

Era um viajante. Viajava para aprender. Seus textos têm forma de confissão, anotações, cartas, diários, cadernos, notas de viagem, redação de explorações e de descobrimentos. Na França, existem restaurantes com o nome de seus livros e no Japão há um museu dedicado ao escritor.

As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando. Tive pois de escolher uma outra profissão e aprendi a pilotar aviões. Voei, por assim dizer, por todo o mundo…

O Filme

É um musical dos anos 1970. Portanto, esqueça efeitos especiais de última geração, piadas “espertinhas” ou aventuras alucinantes. “O Pequeno Príncipe”, de Stanley Donne, é poético sem ser chato. Richard Kiley faz o piloto que cai no deserto, Bob Fosse é a serpente, Gene Wilder (o Willy Wonka da primeira “Fantástica Fábrica de Chocolate“) é a raposa carente e o loirinho Steven Warner faz o Pequeno Príncipe. Este último, pelo que eu entendi, não fez mais nenhum filme como ator, mas encontrei um nome igual (não sei se é a mesma pessoa) em equipes de efeitos especiais de vários filmes.

No Youtube existem alguns trechos do filme:

“Desenha um carneiro pra mim?”

“Então pra que servem os espinhos?”

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“É apenas muito longe pra carregar este corpo junto…”

Curiosidade:

O avião usado no filme é o mesmo que Saint-Exupery caiu no acidente que inspirou o livro.

Acidente que inspirou o livro?

Sim. Em 29 Dezembro de 1935, Antoine e seu mecânico Prevot caíram no deserto, onde passaram cinco dias morrendo de sede, tendo miragens e quase morreram, quando, então, foram resgatados por beduínos. Esta experiência serviu de pano de fundo para o Pequeno Príncipe.

Assista o filme no celular:

No site iCelular.net tem o filme completo para download em 3GP para celular.

E assim, o Diego começa mais um blog…

Inté!

3 Respostas

Subscreva aos comentários comRSS.

  1. Marí said, on Maio 15, 2008 at 7:38 am

    E o Diego começa um novo blog, vamos ver quanto tempo dura né? =P

    Vou ler O Pequeno Principe e depois emito minha opinião sobre.

    E nosso blog, começa quando, qual o nome dele?

    Um beijo.

  2. Thiago Korsakoff said, on Maio 18, 2008 at 6:27 pm

    Olá Diego,

    Vim agradeçer pelo link ao site iCelular.net e desejar um ótimo “blogging” ara você!

    Boa sorte em seu novo blog!

    Abraços,

    Thiago Korsakoff

    By the way, bela crítica!

  3. Guilhermina said, on Outubro 22, 2009 at 2:59 pm

    Olá Diego,
    o filme é realmente fantástico, li o livro quando tinha uns 20 anos, agora tenho 49 e me emocionei por demais.
    Gostaria de saber onde posso encontrar a tilha sonora do filme e a tradução das músicas, vc tem notícia sobre isso?

    parabéns pelo blog.

    t+


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